Bento tem um dos maiores salários do mercado da construção civil

Quarta-Feira, 30 de maio de 2012

Salários normativos aumentam até 11,3%. Dissídio negociado entre Ascon Vinhedos e Sitracom contempla, ainda, reajuste de 4% em quinquênios, cestas básicas e compromisso com treinamentos periódicos

O dissídio coletivo do setor da construção civil em Bento Gonçalves encerrou com saldo positivo tanto para empregados quanto para empregadores. Além de pisos salariais que aumentam entre 7% e 25%, o acordo também contempla de forma inédita e mediante pedido feito pela Ascon Vinhedos, a realização de treinamentos permanentes, compromisso empenhado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sitracom) a partir do próximo dissídio.

O piso salarial de um servente passa a ser R$ 860 devido a um aumento de 8,18%. NO período posterior ao término do contrato de experiência até o quarto mês de trabalho ele passa a receber R$ 900 (+7,78%) e após este período, R$ 980 (+8,89%). Já os profissionais passam a receber R$ 1.150 (+10, 47%) durante o contrato. Após, o piso salarial vai para R$ 1.325 (11,34%), um dos maiores salários do mercado. Com relação aos reajustes salariais, foi acordado o percentual de 8%, sendo a inflação do período, calculada pelo INPC, acrescida de 3,03% de ganho real.

Uma das novidades desse dissídio foi a solicitação da Ascon Vinhedos para que o Sitracom se comprometesse a fazer treinamentos básicos mensais aos profissionais do setor. O pedido reflete e reforça a preocupação dos empresários da construção civil em qualificar a mão-de-obra, trabalhando, inclusive, questões importantes como a higiene e segurança no trabalho e a conscientização do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Esta é a primeira vez que, além de negociar o dissídio, também apresentamos nossas reivindicações. Ficamos satisfeitos com o resultado”, destaca o presidente da Ascon Vinhedos, Diogo Parisotto. Também participaram das negociações o vice-presidente de Relações Trabalhistas da Ascon Vinhedos, Andrey Arcari, além dos membros do Conselho Cultivo, Irani Raymondi e Ricardo Signor.

O acordo prevê, ainda, o reajuste de 4% a cada cinco anos de trabalho, além de três cestas básicas para cada funcionário, anualmente.

Foto: Cáren Cristine Dal Mas
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